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ARRÁBIDA O SOS DA NATUREZA

  • Foto do escritor: Nuno David
    Nuno David
  • 23 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Arrábida... tão perto de Lisboa e quando para sul se olha…se alcança. Vemos bem longe uma “uma serra agarrada aos céus” que vem até nós. E a vemos do outro lado do rio, nas manhãs... e só quando as neblinas no Tejo nos deixam.



Também o fotógrafo e jornalista Gil Montalverne, publicou “Arrábida o SOS da Natureza”, numa mensagem clara. “Numa época como a nossa, de evolução acelerada, deve ser estabelecido o princípio da perenidade das florestas, fontes permanentes e renováveis de matérias-primas para fins diversos e elementos essenciais de um ecossistema. Em 1948, como consequência e da necessidade do uso do carvão vegetal, houve quem fizesse cortes destinados ao seu fabrico. Foi então que o poeta Sebastião da Gama, o enamorado das belezas da Arrábida, conhecedor daquelas paragens, habituado a escutar o ruído das fontes e das árvores, a ouvir os seus lamentos e sentir as suas dores, o poeta da Serra Mãe, lançou o seu grito, o alarme geral contra o perigo que ameaçava as maravilhas existentes na Arrábida. (Sabemos que, entretanto, o Estado adquiriu toda a área que atualmente abrange a Mata do Solitário). *

Também sobre as algas marinhas da zona costeira da Arrábida, F. Palminha escrevia em 1958 que “na Anixa (o rochedo que todos conhecem no meio da baía do Portinho), vegetam todas ou pelo menos a grande maioria das algas existentes na costa onde está situada  e de tal modo, que deveria ser considerada de interesse público (…). “Sómente devia ser observado o rochedo de longe e nunca permitir o desembarque ao simples venareante esse direito, não representando egoísmo, apenas deveria ser consentido aos que têm na Anixa, um local único no país para estudos botânicos e zoológicos, uma aula viva de ciências naturais”.

A partir de 1961, surge a ação do arquiteto Rafael Botelho, que apresenta superiormente, um plano para a urbanização da Península de Setúbal, defendendo a criação de um Parque Nacional, como forma de evitar ou reduzir os efeitos nocivos provocados com o desenvolvimento urbano da chamada “Outra Banda”, agravados pela construção da ponte sobre o Tejo, cujo projecto estava em marcha e próximo o início das obra de construção, o que veio a concretizar-se  com a inauguração em 6 de Agosto de 1966. Na introdução de um trabalho de Rafael Botelho, o célebre urbanista Robert Auzelle, refere não só as características exibicionistas da Arrábida, mas igualmente transcreve as palavras de um parecer dado a pedido do Ministro das Obras Públicas, em 1960, sobre um outro plano de aproveitamento urbanístico da mesma região, o qual, confessa, não ser exagerado, disse que consagra o massacre de um local excecional de interesse nacional e internacional. Ao mesmo tempo Robert Auzelle, enaltece e defende o plano do arquiteto Rafael Botelho. Foram várias as vozes que classificaram a região da Arrábida, como o último vestígio da flora mediterrânica. No Parque Natural da Arrábida, pertencem ao Estado, pequenas áreas do território, designadamente o Parque Ambiental do Alambre e a Mata do Solitário, atrás referida. Toda a outra vastíssima área é pertença de entidades privadas.


(continua na próxima atualização do site)

 
 
 

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