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Crónicas - Comentários - Entrevistas - Promoção - Divulgação
Edição e coordenação de JoaQuim Gouveia (jornalista)

Todos os artigos


Opinião
Crónica do primeiro Dia igual a todos os outros Acordei hoje, dia 1 de janeiro de 2026, com aquela sensação épica de quem espera encontrar o mundo remodelado durante a noite. Fui à janela, espreitei o horizonte, ouvi os primeiros ruídos do dia… e nada. Absolutamente nada. O mundo continuava no mesmo sítio, a vizinhança igual, o café a saber a café e eu… igualzinho a ontem, só com menos champanhe no sangue e mais lucidez no pensamento. Confesso que pensei escrever uma crónic


Nos 273 anos do seu nascimento
Luísa Todi lembrada como a voz portuguesa que conquistou a Europa Luísa Rosa de Aguiar Todi nasceu em Setúbal, em 1753, e viria a tornar-se uma das mais notáveis cantoras de ópera do século XVIII. Dona de uma voz poderosa e de grande expressividade dramática, a artista portuguesa alcançou um prestígio raro para a época, levando o seu talento aos principais palcos europeus. Iniciou a carreira como atriz, mas foi no canto lírico que se afirmou plenamente. Casou-se com Francisco


Tertúlia do Fado Sadino...
Inês Duarte “TEMOS QUE APRENDER E EVOLUIR UNS COM OS OUTROS” Desde muito cedo a fadista setubalense Inês Duarte, marcou um estilo muito próprio, o que lhe exigiu perceber onde se poderia, não só diferenciar, mas, essencialmente, trazer ao seu público novidade, com um certo romantismo que se envolve no timbre da sua voz e torna cada palavra agradável ao ouvido dos amantes que do fado fazem um gosto muito próprio de estar de bem com o ambiente que a chamada canção nacional se


A ESCOVA QUE INVADIU O COPO
De ou para a vida? Soube que tinha partido deste mundo, prematuramente, no auge da idade. Foi inevitável recordar-se de momentos vividos em conjunto. Gostara dele de uma forma carinhosa, um bom amigo, mas apenas isso. Já dele, o sabia... tinham-lhe ouvido dizer, tinha sido o amor da sua vida. E queria acreditar que somos, pelo menos uma vez, o grande amor da vida de alguém. Pelo menos, de uma pessoa. Que marcámos a sua vida, porque despertámos emoções fortes, se viveu algo bo


HOMENAGEM À CORAGEM
Gaiteira de Palmela ANA PEREIRA DISTINGUIDA COMO A MAIS QUALIFICADA DO PAÍS A gaiteira de Palmela, Ana Pereira irá ser homenageada no próximo fim de semana, como a mais qualificada executante de gaita de fole portuguesa, num reconhecimento público do seu percurso e contributo para a dignificação deste instrumento ancestral durante o X Grande Encontro de Gaiteiros de Almalaguês, no concelho de Coimbra. Filha da conhecida escritora e poetisa Alexandrina Pereira, decidiu trocar


CRÓNICAS DA ARRÁBIDA..
O último vestígio da flora mediterrânica Também o fotógrafo e jornalista Gil Montalverne publicou “ Arrábida o SOS da Natureza “, numa mensagem clara. “ Numa época como a nossa, de evolução acelerada, deve ser estabelecido o princípio da perenidade das florestas, fontes permanentes e renováveis de matérias-primas para fins diversos e elementos essenciais de um ecossistema". Em 1948, como consequência e da necessidade do uso do carvão vegetal, houve quem fizesse cortes destina


100 OLHARES.
Moisés adormecido | Moisés adrumido Bina Cangueiro /texto) / Luis Cangueiro (foto) Tiveste uma mãe ao nascer e agora todas te choram. O deserto em que as deixas é uma nascente a ferver transportando rochas onde se esconde o sofrimento e a dor. Secou a alegria, morreram sorrisos e nasceu a canção dos gemidos. Agora estendem-se olhares que não saem do chão onde tu estás, deitado como Moisés, numa caixinha aberta para respirar o perfume das pétalas de rosas que deixas semeadas n


MÁRIO BARROS (artesão setubalense)
O 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮 𝗼 𝗺𝗮𝗿 𝗱𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗺𝗼𝗹𝗱𝘂𝗿𝗮 𝘔𝘢́𝘳𝘪𝘰 𝘥𝘢 𝘊𝘰𝘯𝘤𝘦𝘪𝘤̧𝘢̃𝘰 𝘉𝘢𝘳𝘳𝘰𝘴 𝘯𝘢𝘴𝘤𝘦𝘶 𝘦𝘮 𝘚𝘦𝘵𝘶́𝘣𝘢𝘭 𝘦 𝘯𝘶𝘯𝘤𝘢 𝘴𝘢𝘪𝘶 𝘷𝘦𝘳𝘥𝘢𝘥𝘦𝘪𝘳𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘥𝘦 𝘤𝘢́. 𝘔𝘦𝘴𝘮𝘰 𝘲𝘶𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘢 𝘷𝘪𝘥𝘢 𝘰 𝘭𝘦𝘷𝘰𝘶 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘭𝘰𝘯𝘨𝘦 𝘥𝘢 𝘭𝘪𝘯𝘩𝘢 𝘥𝘦 𝘢́𝘨𝘶𝘢, 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘥𝘦𝘯𝘵𝘳𝘰 𝘥𝘦 𝘰𝘧𝘪𝘤𝘪𝘯𝘢𝘴 𝘳𝘶𝘪𝘥𝘰𝘴𝘢𝘴, 𝘵𝘰𝘳𝘯𝘰𝘴 𝘦 𝘧𝘢́𝘣𝘳𝘪𝘤𝘢𝘴 𝘰𝘯𝘥𝘦 𝘰 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘰 𝘴𝘦 𝘮𝘦𝘥𝘪𝘢 𝘦


CRÓNICAS TRANSMONTANAS
A terceira classe e um doutoramento em chouriças A Ana Jesus está encostada ao louceiro como quem se encosta a um parente velho. Não é um móvel, é um arquivo. A madeira tem aquele brilho baço de quem foi tocado por gerações sem nunca ter sido tratado com cerimónias. Um louceiro assim não “guarda” pratos, guarda dias. E a Ana, com 80 anos feitos, encosta-se ali com a mesma naturalidade com que se encosta a uma porta aberta. Como se a casa fosse corpo e o corpo fosse casa. Ao l


Dito e feito!...
O XALAVAR O xalavar é um saco de rede de forma cónica para apanhar ou transportar peixes e crustáceos. O meu tio João tinha, pelo menos, dois ou três e serviam para apanhar caranguejos na baía do Seixal, especialmente quando eu ía para lá passar as férias grandes em família com avós, tios e primos e montões de brincadeira à minha espera. Era rapazito, dez ou onze anos, franzino mas muito interessado nas coisas. Pela manhã íamos à praça da vila para arranjar umas cabeças de
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