Até 31 de outubro, na Biblioteca Municipal de Setúbal

Human Rights - Stock Off.
EXPOSIÇÃO COLETIVA DE PINTURA PROPÕE REFLEXÃO SOBRE OS DIREITOS HUMANOS

Um grupo de 5 artistas plásticos, resolveu unir-se, em prol de uma grande causa através de uma intervenção plástica.
Mais que uma mostra, trata-se de uma manifestação artística contemporânea, com intenção de marcar uma posição, fazer agitar estas questões, suscitar diálogos em torno desta temática focada num tema muito atual, convidando a refletir sobre os Direitos Humanos e a sua importância na sociedade.
A exposição reúne trabalhos de diferentes olhares e linguagens artísticas, desde a Pintura a técnicas 3D, como a Modelação, Instalação entre outras.
A exposição iniciou no dia 3 de outubro, tem entrada gratuita e estará patente ao público até ao final do mês, na Biblioteca Municipal de Setúbal.
A inauguração contou com convidados na área da música, Pedro Dias no piano e Maria Inês Beira, que emocionou o público com a sua voz lírica.
Exposição patente até 31 de Outubro na galeria da Biblioteca Municipal de Setúbal.
Quem desejar poderá agendar visita com os autores:
Sandra Dos Santos, Susana Estrela, Zé Devesa, Fernanda Vaz e Luís Dias.

“LEMBREMO-NOS QUE SOMOS HUMANOS!”
HUMANO- Homo sapiens, termo que deriva do latim “ Homem sábio”, também conhecido como pessoa, gente ou homem.
É a única espécie do género homo ainda viva e o primata mais abundante e difundido da
terra, caracterizado pelo bipedalismo e que por ter cérebro grande, permitiu o desenvolvimento de ferramentas, culturas e linguagens avançadas. In Wikipedia.
Vivemos num mundo com 8,3 mil milhões de pessoas, todas diferentes umas das outras e acredito que cada uma tenha um pequeno universo dentro de si, mas será que sabemos viver para um bem comum?
Se estivermos atentos ao mundo que nos rodeia, deprimimos, imediatamente, devido aos atos atrozes que um homem faz a outro homem.
Por vezes, quando somos invadidos por notícias que pessoas se atropelam por um
punhado de mandioca ou arroz e que pequenos seres morrem esqueléticos, porque outros usaram a fome como arma de poder e invasão, devia doer-nos a alma, tal é a loucura existente, tal é o esquecimento do conceito da palavra humanidade.
Todos os dias sabemos que pessoas são vítimas de injustiça, de violência, de desigualdade, de discriminação, seja pela sua cor, pelo seu género, pela sua preferência sexual ou seja, apenas, porque apesar de também ser pessoa, naquele instante, é privada de respirar o mesmo ar que o outro.
Há crianças que com idade para brincar, já trabalham como se de um adulto se tratasse,
privadas da inocência e da educação próprias para a sua idade.
Há famílias obrigadas a abandonar as suas casas, outras que o conceito casa resume-se
ao aconchego de um pedaço de cartão, outras ainda que o passeio de domingo à tarde é vasculhar o lixo deixado por outros, para que talvez possam ser brindados com algo para confortar o estômago.
Há pessoas impedidas de expressar a sua opinião, porque não as consideram válidas.
São não pessoas.
Há meninas que levam como decoração no seu bouquet, as suas bonecas preferidas para oferecerem ao homem que as vai desposar.
Há isto. Há aquilo. Há tanto!
Há que aprender a criar, matrimonialmente, a palavra direito com a palavra dever.
Todos nós temos o dever de escolher o lado em que queremos estar neste limbo de
fronteira entre consciência, empatia e respeito. Por si. Pelo outro.
Na fronteira entre aquilo que se torna visível e na tomada de ação a partir do que era
invisível, lembremo-nos que somos humanos.
Reforço o significado: Homens sábios.
Cada gesto conta. Cada pincelada conta.
E porque a arte tem voz:
-Uma pessoa não vive com código de barras;
-Uma pessoa não é um produto;
-Os seus direitos não estão esgotados!
A exposição Human Rights- Stock Off, pretende constituir uma reflexão de cinco artistas sobre os direitos humanos e as problemáticas que atravessam a sociedade contemporânea.
Através da pintura e da tridimensionalidade, cada artista apresenta a sua perspetiva sobre o ser humano enquanto parte integrante de um sistema, estabelecendo uma relação entre o indivíduo, a sociedade e o meio envolvente.
A exposição procura assim despertar o pensamento crítico e provocar no público um
sentimento de inquietude e indagação perante as questões sociais e humanas que marcam o nosso tempo."
Texto de Susana Estrela






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