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CÁPSULA INOVADORA SUBSTITUI "HORRORES" DAS ENDOSCOPIAS

  • Foto do escritor: XetubalSite
    XetubalSite
  • 22 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 23 de out. de 2025



A ULS São José inaugurou, esta segunda-feira, um equipamento inovador com um sistema de cápsula endoscópica totalmente automatizada e controlada magneticamente – cápsula endoscópica robotizada -, que permite a visualização completa do estômago e do intestino delgado, com recurso a inteligência artificial para avaliação das imagens. Inaugurado pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o equipamento está instalado no Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Gastrenterologia no Hospital Curry Cabral.

Este novo robô – o segundo instalado em Portugal e o primeiro no sul do país – permite estudar o tubo digestivo com fiabilidade e segurança e com uma equipa clínica reduzida. Por outro lado, não é necessária sedação anestésica nem recobro, o que permite ao utente retomar de imediato a sua atividade normal.

A ULS tem desafios gigantes a vários níveis […] Mas a verdade é que têm conseguido resistir, e, se me permitem, não resistem só: persistem e adaptam-se, e têm demonstrado em muitas situações – porque os números o indicam – capacidade para dar resposta às pessoas. […] Este é um momento muito especial e inspirador. Precisamos todos de esperança para fazermos a nossa missão”, sublinhou a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Esta é mais uma aposta deste conselho de administração na tecnologia robótica, cumprindo-se, assim, o nosso lema: inovar no cuidar. Recordo que fomos os primeiros a ter um robô cirúrgico no SNS. Estamos perante uma tecnologia inovadora que nos permite poupar imensos recursos e oferecer aos doentes uma opção menos invasiva, mais segura e mais cómoda”, disse a presidente do Conselho de Administração da ULS São José, Rosa Valente de Matos.

Esta nova tecnologia permite a realização do estudo de diagnóstico endoscópico com a mesma fiabilidade e com uma equipa muito menor: apenas três elementos, e que nem têm de estar em simultâneo na sala. Terá impacto não só na gestão de recursos humanos, nomeadamente de anestesistas, mas também nos recursos financeiros e no ambiente”, destacou o responsável pelo CRI de Gastrenterologia, João Coimbra.

Para realizar o exame, o utente ingere, minutos antes, uma pequena cápsula contendo uma câmara, que depois é expelida naturalmente. Trata-se de uma evolução face à endoscopia digestiva convencional, um procedimento médico também minimamente invasivo, eficaz e seguro, mas associado a alguns eventos adversos e implicando mais recursos humanos.

Todos os anos, em todo o mundo, milhões de pessoas fazem endoscopia digestiva. Nas últimas décadas, o estudo endoscópico do tubo digestivo (esófago, estômago, intestino delgado e colorretal) tem tido uma grande evolução tecnológica nas suas potencialidades diagnósticas e terapêuticas, sendo a cápsula endoscópica uma evidência desta evolução. Contudo, devido à anatomia do estômago, esta cápsula mais antiga apresenta limitações, que têm vindo a ser ultrapassadas com o novo sistema robótico. Graças ao sistema magnético, este modelo permite que a cápsula percorra toda a superfície da mucosa do estômago, recolhendo imagens. Está também em desenvolvimento uma cápsula endoscópica para estudo do cólon e do reto.

 
 
 

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