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Entre desafios, recomeços e descobertas...

  • Foto do escritor: Andreia Olim
    Andreia Olim
  • 29 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

QUE NUNCA NOS FALTE A ESPERANÇA

ESSA LUZ TEIMOSA…



O final de mais um ano convida à pausa, à reflexão e ao reconhecimento do caminho percorrido, e longe da terra onde nasci aprendi a reconstruir-me em Setúbal, entre desafios, recomeços e descobertas.

A vida ensinou-me que nem sempre o percurso é leve, mas é nele que encontramos forças que nem sabíamos possuir, e aprendi a escutar o silêncio, a valorizar a calma depois da tempestade e a compreender que recomeçar é, muitas vezes, um ato profundo de coragem e amor-próprio. Trago comigo marcas que não se veem, mas que moldaram quem sou, ensinaram-me a escutar mais fundo, a reconhecer limites e a transformar a dor em consciência. Sou mãe de um adolescente e, nesse papel, encontro o meu maior espelho, cresço enquanto ensino e aprendo, enquanto cuido, procurando, num mundo tantas vezes ferido, acelerado e confuso, ser abrigo, presença e verdade. Entre urgências e silêncios, aprendi que o cuidado não tem hora nem rosto definido e que, por vezes, basta estar, um olhar atento, uma mão estendida, uma presença firme quando tudo à volta parece ruir, pois é aí que reconheço o verdadeiro valor do humano, na empatia discreta, no gesto simples que não faz barulho, mas sustenta vidas inteiras. Vivemos tempos estranhos, onde até a luz falha e um simples apagão nos lembra o quão frágeis somos, enquanto as guerras continuam, as dores se multiplicam e o mundo parece caminhar cansado, dividido e exausto, faltando escuta, compreensão e tempo para olhar o outro com humanidade, e talvez por isso seja tão urgente reaprender a cuidar, uns dos outros e de nós mesmos. Num mundo que tantas vezes exige mais do que oferece, resistir é um exercício diário de resistência suave, há dias em que o peso se faz sentir, mas há também dias em que a esperança se impõe, silenciosa e persistente, lembrando-me de que sobreviver também é uma forma de vitória. Carrego comigo a força das minhas raízes, a saudade do mar que me viu crescer e a certeza de que pertenço a todos os lugares onde escolhi permanecer inteira, e entre desafios e pequenos milagres quotidianos sigo com o coração atento, acreditando que a empatia pode mudar destinos e que a bondade, mesmo quando silenciosa, nunca passa despercebida. Que o novo ano traga mais humanidade, mais escuta e mais coragem para sermos verdadeiros, que saibamos cuidar uns dos outros com a mesma delicadeza com que gostaríamos de ser cuidados e que, apesar de tudo, nunca nos falte a esperança, essa luz teimosa que insiste em acender-se, mesmo nos dias mais escuros.

 
 
 

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