No palco da Gráfica"
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- há 6 dias
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TAS ESTREOU ONTEM "EM ALTO MAR"
UM BANQUETE DE MANIPULAÇÃO RETÓRICA
O Teatro Animação de Setúbal estreou ontem à noite a peça "Em alto mar", de Slawomir Mrozeck, no espaço da "Gráfica", no bairro de S. Domingos. Trata-se da 153ª produção da companhia.

A partir da sátira mordaz escrita pelo dramaturgo polaco Slawomir Mrożek em 1961, ‘Em Alto Mar’ acompanha uma jangada à deriva onde três náufragos enfrentam um dilema absoluto: a comida acabou. Entre discursos elaborados, jogos de poder e raciocínios aparentemente lógicos, os três homens tentam responder à questão: Quem será sacrificado? A peça conduz o público por um banquete de manipulação retórica onde as normas sociais e políticas são usadas para justificar o injustificável. Neste mar de paradoxos, a justiça transforma-se numa ferramenta de poder e a democracia revela o seu lado mais perverso: a possibilidade de se tornar numa tirania da maioria (ou de uma minoria barulhenta). Marcada pelo nonsense, pela comédia visual e física.
Ficha Artística e Técnica:
Texto | Slawomir Mrozek
Encenação e Dramaturgia | Duarte Victor
Interpretação | Diogo Leiria | Duarte Victor | Gonçalo Romão | José Lobo | Miguel Assis
Figurinos| Sara Rodrigues
Costureira | Gertrudes Félix
Efeitos Visuais e Sonoros | João Joao Bordeira
Espaço Cénico | Sara Rodrigues | Flávio Rino
Desenho de Luz | Jose Santos
Luminotecnia | Celso Sousa Ferreira
Design Gráfico | Luis Valido
Fotografia | Zé Silva
Contrarregra | Simão Rodrigues
Produção | Marlene Aldeia
Sala “A gráfica” (Setúbal)
PREÇOS
Geral - 15€
DESCONTOS
Jovens (-18 anos)Seniores (+65anos)
Bol (bilheteira online)
Sobre o autor

Slawomir Mrozek (Borzęcin, Polônia, 29 de junho de 1930 - Nice, França, 15 de agosto de 2013) foi um dramaturgo e satírico polaco, conhecido por sua paródia sutil e linguagem estilizada.
Mrozek entrou jornalismo como ilustrador e autor de artigos humorísticos curtos repletos de jogos de palavras e situações grotescas. Durante os anos 1950 e 1960, se tornou uma figura proeminente na literatura polaca em virtude de suas peças ao estilo "Teatro do absurdo", e através destas, evitou os rigores da censura comunista. Em 1964 deixou a Polônia e foi para Paris, onde tornou-se cidadão francês. Mrożek mudou-se para o México em 1989 e viveu lá até 1996, quando voltou para a Cracóvia, Polônia.
Desde 1994 tem publicado desenhos constantemente, e colunas na "Gazeta Wyborcza" desde 1997 . Possivelmente é o dramaturgo polaco contemporâneo mais conhecido no exterior. Na Polônia, por muitos anos foi um dos mais lidos, ao lado de Stanislaw Lem, com suas obras traduzidas para diversos idiomas.
Dentre as principais obras destacam-se Policja (Polícia - 1958), Piotra Męczeństwo Oheya (O Martírio de Pedro Ohey - 1959), pełnym Na morzu (No Mar - 1961), Karol (Charlie - 1962), Zabawa (A festa - 1963), e Czarowna noc (Noite Encantada - 1963). O trabalho mais bem sucedido, produzida em muitos países ocidentais, é Tango, de 1964. Suas peças posteriores incluem Wacław (1970) , Emigranci (Os Emigrantes - 1974), Amor (Cupido - 1979) e Ambasador (O Embaixador - 1984). [6] [2]

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