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Tertúlia do Fado Sadino...

  • Foto do escritor: joaquimgouveia06
    joaquimgouveia06
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

Inês Duarte

 

“TEMOS QUE APRENDER E EVOLUIR UNS COM OS OUTROS”


Desde muito cedo a fadista setubalense Inês Duarte, marcou um estilo muito próprio, o que lhe exigiu perceber onde se poderia, não só diferenciar, mas, essencialmente, trazer ao seu público novidade, com um certo romantismo que se envolve no timbre da sua voz e torna cada palavra agradável ao ouvido dos amantes que do fado fazem um gosto muito próprio de estar de bem com o ambiente que a chamada canção nacional sempre proporciona. Já gravou três álbuns e tem apostado bastante em apostar na originalidade e criação de autores e compositores. A sua carreira não é exuberante, antes tranquila e pausada no ritmo que escolheu para si própria. À conversa nesta “tertúlia de entrevistas”, Inês Duarte afirma-se feliz e pronta para continuar a paixão que lhe tolda a alma.

 

Joaquim Gouveia - Quando percebeste que o fado poderia fazer parte de uma carreira artística que, entretanto, se foi consolidando na tua vida?

Inês Duarte – Quando numa de tantas viagens de carro com a minha mãe, começou a tocar na rádio um fado que comecei a cantar e que chamou a atenção da mesma que me abordou e sugeriu, sem compromisso de maior, que iniciasse aulas de canto, o que acabou por acontecer, surgindo pouco tempo depois, a oportunidade de frequentar as aulas de canto e de participar num concurso de fado amador em Setúbal. Desde então, não mais me separei do fado.

JG - O fado, no teu caso, é paixão ou um estado de alma?

IDO fado é tanto em mim que, a meu ver não poderá deixar de ser uma fusão de ambos para que se faça sentir com a dignidade que este tem.

JG - É fadista quem quer, ou já se nasce com essa vocação, com esse tipicismo tão evidente de entoar, vocalmente e em trinado, a chamada canção nacional?

ID – Acredito que seja algo que nasce connosco embora, muitas vezes, deva ser devidamente acompanhado,o ou educado, através de aulas de canto para que não se estrague um bem tão precioso que é o instrumento vocal. O sentimento, esse, nasce connosco e vai sendo alimentado por cada um de nós ao longo da vida.



JG- És da opinião que há uma tertúlia do fado em Setúbal?

ID  – Não me parece que exista.

JG - Quem são as tuas referências no fado?

ID Tenho tantas. Felizmente, temos tão boas referências no fado. Sempre fiz questão de ouvir diversos fadistas, sendo difícil excluir alguns. Poderei, no entanto, destacar Maria Teresa de Noronha, Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Jorge Fernando, Fernando Maurício, Ana Moura e Camané.

JG - Como defines a atualidade em termos do fado nacional, entre novos e antigos fadistas, guitarristas, violas e autores?

ID – Excelente! Teremos sempre a aprender e evoluir uns com os outros. Os antigos permitem-nos ter a base para se trabalhar algo tão valioso e podermos contribuir para que seja ainda mais valorizado.

JG – Porque é que os turistas adoram o fado sem sequer perceberem as letras? É um sentimento único para além da própria emoção?



ID – Sem dúvida, há coisas não se explicam, sentem-se. O fado tem o dom de tocar no mais profundo de nós, independentemente, da nacionalidade de cada um. Quando toca uma guitarra portuguesa sentimos um agridoce em nós, os sentimentos fluem, a nostalgia envolve-nos.

JG - Que caminhos tens conseguido trilhar e que projetos preparas no imediato para a continuidade da tua carreira?

ID – Desde que iniciei este percurso, a vida tem sido generosa, tenho aprendido tanto a tantos níveis. Gravei 3 álbuns, convivi com pessoas extraordinárias de quem guardo memórias inesquecíveis, tive a oportunidade de levar o fado além-fronteiras. Continuar a cantar é uma certeza no momento, embora não tenha para já projetos determinados a curto prazo.

 

 
 
 

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