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Edição e coordenação - Joaquim Gouveia
Todos os artigos


Setubalense de mérito
Finisterra Brasil Film Art & Tourism Festival 2026 celebra o cinema, a arte e o turismo em Salvador da Bahia. SETUBALENSE ALBERTO PEREIRA VENCE DOIS IMPORTANTES PRÉMIOS O Teatro Walter Silveira, em Salvador da Bahia, foi o palco da cerimónia de entrega dos prémios do Finisterra Brasil Film Art & Tourism Festival 2026, num encontro que celebrou o cinema, a arte, a criatividade e a promoção dos destinos turísticos através do audiovisual. A edição deste ano contou com a partic


No país do Arco da Velha (as roncas)
AS RONCAS TRADICIONAIS DO ALENTEJO A ronca é um instrumento musical tradicional do Alentejo, bastante rudimentar, pertencente à classe dos membranofones de fricção. É composto essencialmente por um reservatório, geralmente um cântaro de barro [1], que serve de caixa de ressonância e cuja boca é cerrada com uma pele esticada, a qual vibra quando se fricciona uma pequena e fina cana presa por uma das extremidades no seu centro. O som resultante, grave e fundo, é transformado pe


Crónicas do Miguel Assis (Simone...)
A “alma velha” por gostar de quem marcou a diferença A SIMONE DE OLIVEIRA E O SEU INCONTORNÁVEL FASCINIO Na primeira vez em que me lembro de ter a voz da Simone de Oliveira fiquei imediatamente encantado. Havia história, poesia e fascínio naquele timbre quente e rouco. Há muitos anos, ainda no tempo do vinil e das cassetes, percorri várias lojas de discos à procura de obras da Simone. Nessa altura não encontrei nada para venda, mas numa discoteca pequenina, uma casa que j


1º ano de edições regulares
O que dizem de nós nas redes sociais Os comentários e críticas sobre o Xetubalsite — uma plataforma digital focada na cultura regional de Setúbal, com edição e coordenação do jornalista e escritor Joaquim Gouveia — são altamente positivos e destacam o seu rigor editorial. As principais opiniões de figuras públicas e leitores sobre o projeto incluem: "Um site capital para a cultura regional portuguesa... Escrita com rigor": É visto pela comunidade e por criadores locais como u


Alexandrina Pereira
A TUA IRONIA E CÁUSTICA PROVOCAÇÃO PODIAS AINDA HOJE DEDICÁ-LAS À NAÇÃO Nunca tinha pensado nisso, mas este convite para escrever algo baseado no hipotético encontro com Bocage, espicaçou a minha imaginação e penso que, a acontecer, a nossa conversa oscilaria entre o fascínio da poesia e uma imprevisível e acutilante ironia, também ela poeticamente adocicada. Começo por imaginar que encontraria Bocage à porta de uma vulgar tasca, ou vê-lo-ia passar com andar apressado e olhar


Rafael Rodrigues
“ACHAVAS QUE ESCREVIA SONETOS BASEADO EM COUVES?...” Há encontros que se marcam. Outros acontecem. E depois há aqueles que nunca aconteceram, mas deviam ter acontecido. Foi assim que, numa tarde qualquer, enquanto caminhava por Setúbal, sem destino certo, dei comigo parado junto à estátua de Bocage. Olhei para ele. Ele olhou para mim, pelo menos foi essa a impressão que tive. E pensei, meu caro Manuel Maria Barbosa du Bocage, se tu soubesses como anda isto... Foi então que ou


GIMBA
AS PRIMAS, AS RIMAS E A MALDITA “GENEBRA”… Encontrei Bocage, por acaso. Estamos em Lisboa, 1995. Passando no Rossio, eu tinha ido ao Nicola, à procura do grande vulto sadino, mas ele não estava por lá. Como não lhe conhecia outro paradeiro, esqueci o assunto e rumei ao bairro alto, para refrescar a garganta. O local escolhido foi “As Primas”, uma adega que originalmente foi de um galego, mas era explorada pelas suas filhas – que eram afinal irmãs (claro!) e não primas. O no


Crónicas do Carlos Lopes (ri...)
RI...MANDO PELOS JAVALIS Houve um tempo em que, para falar de Setúbal, bastava falar do Sado, da Arrábida, do peixe fresco, do choco frito… e, claro, daquela luz que parece ter sido inventada especialmente para esta cidade. Mas os tempos mudam. Hoje, ao que parece, há uma nova atração turística a conquistar a cidade do Sado: os javalis. Sim, os javalis! E perante esta novidade, não consigo deixar de pensar no meu querido e saudoso amigo João Lúcio Monteiro, falecido a 29 de


Crónicas do Barroso (cem anos...)
AOS CEM ANOS AINDA SENTE FALTA DO TRABALHO Há uma coisa muito simples em Ana Barros: aos cem anos, não tenta transformar a vida numa lição. Quando lhe perguntei se chegar a esta idade era especial, respondeu quase a desvalorizar a pergunta. «Não, não tanto me dá.» Não é desinteresse. É outra escala para medir o tempo. Quem viveu cem anos talvez já não precise de ornamentar cada data. A vida dela foi feita sobretudo de trabalho. Terra, lavoura, filhos, emigração. Foi para Fran


No país do Arco da Velha (mirandês)
LÍNGUA MIRANDESA ESSA DIFICIL FONÉTICA NACIONAL A língua mirandesa (lhéngua/léngua mirandesa, mirandés) é a variedade asturo-leonesa falada no nordeste de Portugal, sobretudo na Terra de Miranda (concelho de Miranda do Douro e freguesias de Angueira e Vilar Seco, em Vimioso). Foi oficialmente reconhecida em 1999 pela Assembleia da República, o ensino foi regulamentado no mesmo ano. Classificação e área O mirandês integra o contínuo asturo-leonês da faixa ocidental da Penínsul
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