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Edição e coordenação - Joaquim Gouveia
Todos os artigos


CRÓNICAS DO JOAQUIM GOUVEIA (xalavar)
O XALAVAR E OS CARANGUEJOS DO SEIXAL O xalavar é um saco de rede de forma cónica para apanhar ou transportar peixes e crustáceos. O meu tio João tinha, pelo menos, dois ou três e serviam para apanhar caranguejos na baía do Seixal, especialmente quando eu ía para lá passar as férias grandes em família com avós, tios e primos e montões de brincadeira à minha espera. Era rapazito, dez ou onze anos, franzino mas muito interessado nas coisas. Pela manhã íamos à praça da vila par


Carlos Cardoso
“O AMOR FAZ MUITO BEM À POESIA” Há desafios que não se recusam, sobretudo quando vêm de um amigo. Foi o Joaquim Gouveia, através do XETUBALSITE, quem me lançou o desafio, imaginar como seria um encontro entre mim e Manuel Maria Barbosa du Bocage. Aceitei. Mas o Joaquim, não queria que eu escrevesse uma biografia, nem fazer uma análise da sua obra. Queria apenas que imaginasse uma conversa com o homem por detrás do poeta. Afinal, que maior privilégio poderia ter um setubalens


José A. Gonçalves
O CALDO DE CEVADA BATIZADO COM ÁGUA DA CHUVA Aqui há atrasado (expressão que me faz sempre rir de cada vez que a digo ou ouço, não sei porquê), liga-me o Joaquim Gouveia (o Quim, como é geralmente conhecido). Era manhã, provavelmente, sol aí em Portugal e certamente nublado aqui em Inglaterra (olha que novidade). "Achas que me consegues enviar uma crónica sobre ti, Bocage e Inglaterra?", pergunta-me ele, com um entusiasmo na voz que me fez sorrir. "Epá, acho que sim, olha que


Crónicas da Andréia (talvez...)
Talvez ainda não estejamos perdidos Há momentos na vida em que parece que toda a gente sabe para onde vai, menos nós. Vemos pessoas a conquistar coisas, a tomar decisões, a construir vidas que, vistas de fora, parecem fazer sentido. E, sem darmos conta, começamos a comparar o nosso caminho com o delas. Perguntamo-nos se estamos atrasados, se escolhemos mal ou se, simplesmente, estamos perdidos. Mas talvez ninguém tenha assim tanta certeza. Talvez crescer seja perceber que nem


CRÓNICAS ENTRE DOURO E MINHO (romarias)
QUANDO A TERRA REZA Douro e Minho: entre a fé, a memória e a festa, um povo continua a caminhar Entre Agosto e Setembro, o Douro e o Minho transformam-se num imenso território de romarias. Das margens do Atlântico às montanhas, das pequenas capelas aos grandes santuários, milhares de pessoas continuam a repetir uma tradição secular: caminhar juntos para celebrar, agradecer, pedir e recordar. Mais do que festas religiosas, as romarias são um dos lugares onde uma comunidade rec


Novo livro em lançamento
Maria Albina Martins Bartolomeu volta a lançar romance sobre o respeito e a violência "MULHERES ABUSADAS. BASTA! Noita de apresentação de Francisco Louça e Prefácio de Aguinalda Conduto A Biblioteca Municipal de Setúbal recebe no próximo dia 26 do corrente mês, a apresentação da obra "Mulheres abusadas. Basta!", da escritora Maria Albina Martins Bartolomeu, a partir das 16h30 e com entrada livre. Trata-se do quarto livro da autora dedicado à causa da mulher. Francisco Louça,


CRÓNICAS DA ARRÁBIDA (14)
“Já em tempos próximos da Revolução” O Professor do Instituto Superior de Agronomia, Baeta Neves, no seguimento da crónica anterior, afirmou: “Dando continuidade ao pensamento expresso na última crónica, este aproveitamento turístico, não pode nem deve ser de um tipo diferente daquela a que as caraterísticas únicas desta nossa Serra obrigam, ou então o seu interesse deixará de ter o seu valor excecional que possui, dada a inevitável comparação com outros casos idênticos, qu


Dina Barco
“EMBORA MEÃO DE ALTURA ESTICARAM-ME ATÉ AOS DOIS METROS…” Gosto de me sentar naquela esplanada, nas primeiras horas da manhã. Escolho uma das mesas laterais, de onde consigo abarcar toda a praça, e vou bebericando um café cheio enquanto observo o movimento crescente do lugar. Essa ocupação distrai-me, mas, às vezes, sou eu que me distraio dela. Há pensamentos, ideias, questões que me ocorrem com urgência de registo e, nesses momentos, o olhar desprende-se do que se passa em


A IA e a humanidade
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL AO SERVIÇO DA HUMANIDADE E DA CIÊNCIA AS VIRTUDES DO VIRTUAL Artigo do Dr. Vitor Vieira Augusto (Médico de Medicina Interna do CHSetúbal) A Inteligência Artificial (IA) invadiu o nosso quotidiano. Gerando celeumas, dúvidas e entusiasmos obstinados. Partindo do princípio ideal que a ciência deve cumprir o desiderato de ser colocada ao serviço da Humanidade, não são raras as vezes que ao longo da evolução do conhecimento se geraram encruzilhadas e se per


No país do Arco da Velha (colhões de S. Gonçalo)
AMARANTE SURPREENDENTE VENDE OS SEUS FAMOSOS DOCES TRADICIONAIS Imagem gerada em IA Hoje vamos conhecer um dos muito interessantes textos de Ricardo Braz Frade, editor de um (diferenciado), site que publica histórias sobre lendas, produtos, tradições e lugares muito interessantes e menos óbvios de Portugal. Assim como eu, ele também valoriza a origem e a identidade de produtos e da cultura, como forma de valorizar territories e comunidades. O artigo que escolhi é sobre um do
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