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Crónicas na ocasião de um jardim (cuidador)
Cuidador informal “OFERECER COM AMOR A DIGNIDADE AINDA POSSÍVEL A QUEM NECESSITA" Há profissões que se aprendem em livros. E há outras que só se aprendem vivendo-as todos os dias, no silêncio das rotinas, no peso das responsabilidades e na proximidade humana que poucos conseguem realmente compreender. Cuidar de pessoas é uma dessas realidades. Muita gente olha para esta profissão apenas pelas tarefas visíveis: dar medicação, ajudar na higiene, preparar refeições, acompanhar c


Crónica sem hora marcada
O DIA EM QUE OS KOTAS TÊM LICENÇA PARA SEREM CRIANÇAS Meus Queridos Amigos, Chegámos, e já passámos, o 1 de Junho. O Dia da Criança. Ora aí está uma data perigosa. Perigosa porque nos obriga a olhar para trás e a descobrir uma verdade que muitos tentam esconder com dignidade, óculos escuros e cremes anti-idade, a criança nunca foi embora. Está ali dentro. Às vezes escondida atrás das contas para pagar, das dores nas costas, dos comprimidos da manhã e daquela fantástica capaci


Reportagem (marchas)
Das Fogueiras de Santo António e arraiais às Marchas Populares de Setúbal Há um momento singular na história cultural de Setúbal que, embora não seja frequentemente evocado, merece ser resgatado como ponto de partida para compreender a relação profunda desta cidade com as suas festas populares. Foi Hans Christian Andersen, o célebre escritor dinamarquês, quem nos deixou um dos mais vívidos retratos das noites de Santo António em Setúbal, durante a sua estadia nesta cidade. Na


Crónicas da Arrábida (10)
A realidade vivida nos finais dos anos 60 "SALVE-SE A ARRÁBIDA ANTES QUE SEJA TARDE"... O Eng.º José Gomes Pedro, prosseguiu afirmando frontalmente que "o massacre na Serra da Arrábida, continua e cada vez mais se intensifica, antevendo-se os mais desastrosos resultados para um processo já tido como irreversível - salientando-nos - que enquanto cessaram ou se atenuaram as pequenas explorações de pedra aqui e ali, a nova situação passou a assumir enormes proporções, a explor


Grande entrevista (Tetyana)
Tetyana Andersen, pintora ucraniana, cidadã de pleno direito em Setúbal "HÁ OBRAS BANHADAS PELAS MINHAS LÁGRIMAS ENQUANTO PINTAVA NA TELA" Tetyana Andersen, reconhecida pintora ucraniana vive, desde há quatro anos em Setúbal. Depois de uma passagem pela zona do Reno, Nevada, nos Estados Unidos da América, decidiu conhecer o nosso país e acabou se deslumbrar com a cidade do Sado, que diz parecer-lhe saída de um pequeno conto de fadas. Por outro lado sempre ficaria mais perto d


Crónicas em hora de ponta (ruído)
RUÍDO DE FUNDO O ruído urbano representa um factor de risco para doenças graves e prevalentes como o stress, ansiedade, depressão, problemas auditivos, patologia cardiovascular entre outros causadores de morbilidade e mortalidade. No panorama da saúde pública ostenta pergaminhos de um dilema complexo e ignorado, colocado num plano secundário nas prioridades de vigilância, monitorização e prevenção. Nos centros urbanos salientam-se os efeitos nefastos dos escapes de automóve


Dito e feito!...
GAZCIDLA COM “Z” OU A MARCA DO CAMPEÃO JOAQUIM AGOSTINHO (em homenagem ao grande campeão do ciclismo português, na passagem do 42ª aniversário do seu trágico falecimento) A minha mãe nunca me deixou ter uma bicicleta e tanto que eu adorava ter uma. Tinha muito medo que me magoasse a sério. Era um pavor quando se falava em tal coisa. No entanto não perdia uma oportunidade para dar uma voltinha sempre que estava com amigos que tinham bicicleta. Aprendi a andar muito cedo e ti


Crónicas que o vento tràz (3)
REDES SOCIAIS CONVERSAS AGRIDOCE... Vivemos uma era de mudanças profundas que, tal como todas as mudanças, trazem consigo coisas boas e outras nem tanto. É inevitável; sempre que reflito sobre a forma de comunicar nos dias de hoje, faço um retrocesso na minha memória e vejo-me de novo uma criança a recordar como eram as nossas brincadeiras. A rua era o nosso espaço de convívio, de sonhos, de invenções (que nem sempre corriam bem), de zangas e de pazes, de choros e risos. Er


Porque hoje há Zink...
O BEBÉ QUE NÃO GOSTAVA DE TELEVISÃO Antipatizei com a agente literária. Em minha defesa ela antipatizou primeiro, mas sim, é verdade, depois eu também antipatizei. Ou terei sido o primeiro a antipatizar e ela só antipatizou depois? Não sei, já estou baralhado, não me lembro, e que importância tem quem antipatizou primeiro? O certo é que ambos antipatizámos um com o outro. Outra a situação e um teria desandado. Só que não podíamos desandar. Estávamos presos ali naquela ‘uait


Crónicas da Arrábida (9)
“Arrábida palco de atividades Indesejáveis (2)” Os “advogados” do desenvolvimento turístico da Arrábida a qualquer preço, perante o fascínio do local e talvez não só, resolvem em dada altura, dar mais uma machadada na serra, ligando a Praia da Figueirinha ao Portinho da Arrábida por uma estrada marginal e desta forma, virem a existir possibilidades de mais degradação da vegetação e lixos associados aos veraneantes. Também foi pensada a possibilidade da construção de hotéis
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